esses dias com dengue e numa noite que eu não estava me sentindo anda bem, fui deitar muito cedo, acho que umas 7 da noite. filhote entrou no quarto e vem, manhê (e fazia vem-cá com a mãozinha). mamãe tá dodói, filho, não tem como ir brincar contigo. ele saiu do quarto e voltou com um monte de brinquedinhos na mão. jogou tudo em cima da cama, subiu e ficou brincando quietinho, encostado em mim. quando cansou, foi no quarto dele, pegou um livro e me entregou. é como ele me pede pra contar histórias. sentou bem encostadinho na minha barriga e eu fiquei deitada lendo pra ele. nada aquece mais meu coração do que meu filho.
e nada me deixa mais desesperada. que todo dia agora quando ele chega da escola cisma que não quer tomar banho. chora, às vezes se joga no chão. isso me tira do sério. faz um monte de malcriação. às vezes perco a paciência, dou uns gritos com ele.
tudo o que mais quero é passar muito tempo com ele. e tudo o que mais preciso é ficar longe dele pra conseguir trabalhar e estudar. não consigo com ele por perto. ando muito preocupada com muita coisa. marido que está desempregado e ainda não conseguiu outro emprego, eu, que estou traalhando muito pouco.
e pensando nisso tudo de manhã fiquei me lembrando do marido de uma amiga. ele tem a teoria do maluco pra nós duas: fazemos tudo sempre igual esperando resultado diferente. e é mais ou menos por aí. ou era. porque minha mãe, desde que meu filho nasceu diz que fica com ele pra que eu possa trabalhar. veja bem, esse é o discurso. mas o fato é que minha mãe não consegue ficar com ele. por motivos mil. desde o mais prosaico (ela tem as coisas dela pra fazer - banco, mercado, ir a médico) até os de ordem prática, ela mora num apartamento pequeno e insiste em não ter empregada. modos que ela adora ficar com o pedro. mas depois de muito atrito disse que não pode ficar com ele todos os dias. e depois que ela operou ela já disse pra mim que quando nós éramos pequenos ela estudava e traalhava e eu também tenho que conseguir.
aí me dá até preguiça de escrever. porque ela tem isso de meio que se achar uma super-mulher, a fodona. não que ela não seja mega legal, não é isso. mas. ah, já conversei isso com ela. ela realmente estudava e trabalhava. e tinha empregada todos os dias (eu só tenho 3 vezes por semana); morava do lado da casa da minha vó paterna, que supervisionava tudo. ou seja: ela tinha com com me deixar (na verdade eu e meu rimão, que minha irmão só viria muuuito tempo depois) e podia trabalhar e estudar com tranquilidade.
eu não moro perto dela, muito menos no mesmo quintal. (ainda que morasse iria ser a mesma coisa, ela não iria ficar com meu filho) e não vou deixar uma estranha tomando conta do meu filho o dia inteiro sozinha dentro da minha casa. vai saber o que pode acontecer.
alguém pode gritar daí: e creche? já pensei., já pesquisei e hoje não tenho grana pra isso. ale´m do marido estar desempregado, sou profissional liberal, não tenho salário, como posso ter uma despesa fixa alta? depois que meu filho operou entrei meio que em parafuso e só agora, ano e meio depois, estou mais interia de novo.
modos que. insistir nesse ponto, da minha mãe ficar com o pequeno, é a teoria do maluco.
vou ter que me virar de outra forma.
como ele vai pra escola de manhã e o marido deve ficar mais tempo em casa, vai ser dessa forma.
ah, sim. porque pra eu estudar minha mãe não fica com ele mesmo.
nem era preu estar escrevendo essas coisas aqui, que é um blog aberto. mas como só quem vem aqui é a cida, não tem problema.

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